As dificuldades e atraso da fala estão entre as maiores preocupações relacionadas ao desenvolvimento infantil, principalmente na fase pré-escolar, quando a criança tem 2 a 4 anos.
Cerca de 2 em cada 5 crianças de até 5 anos apresentam dificuldades relacionadas à fala e à linguagem.
Essas crianças com dificuldades podem se recuperar espontaneamente, mas também podem não evoluir bem sem intervenção, e o efeito acumulativo dos problemas de comunicação serão maiores com o aumento das exigências que o mundo atual impõe.
QUAIS OS SINAIS DE ATRASO DA FALA?
- 4 – 6 semanas: Não volta o olhar para o som; Ausência de sons guturais;
- 2 meses: Não sorri a face ou vozes familiares;
- 4 meses: Não tenta imitar qualquer som;
- 6 meses: Não reage aos sons Não vocaliza;
- 9 meses: Vocaliza monotonamente ou perde a vocalização;
- 12 meses: Não usa uma única palavra; Não aponta para objetos ou figuras;
- 18 meses: Não usa palavras inteligíveis; Não parece compreender o que se lhe di;z
- 2 anos: Não usa frases de 2 palavras; Não segue ordens simples; Não imita palavras ou ações;
- 3 anos: Não diz frases de 3 palavras; Não adquire conceitos de dentro/fora, maior/menor;
- 4 anos: Incapaz de ser compreendido por estranhos; Usa frases desorganizadas com substituições ou omissões; presença de ecolalia;

Qual médico pode me ajudar no atraso de fala?
Cuidar da saúde de uma criança vai muito além de tratar sintomas isolados.
Seu objetivo é oferecer não apenas tratamento, mas acompanhamento próximo, ajudando a criança a se desenvolver com saúde e dando aos pais mais tranquilidade no dia a dia.O Dr Alfredo Filho é médico pediatra, com 10 anos de experiência e atua em sala de aula, consultórios, unidades de internação e UTI. Tenha uma consulta com segurança, clara, transparente e resolutiva. Por isso, suas consultas são conduzidas com calma, escuta e atenção aos detalhes, buscando identificar as causas dos problemas e orientar cada família com clareza e segurança.
CAUSAS DE ATRASO DA FALA:
- Causa ambiental: fatores de risco sócio-emocionais, telas e uso de chupetas, uso de sondas durante internação, doenças que envolvem o rosto e mandibulas.
- Déficit cognitivo: evolução mais lenta em todos os aspectos de aprendizado, inclusive a fala. Normalmente a criança tem dificuldade em tarefas consideradas básicas para a idade, assim como interesses e brincadeiras menos elaboradas. Há dificuldades escolares importantes.
- Déficit auditivo: perda da qualidade da voz, dificuldade de produzir sons de consoantes ou somente sons guturais. Diferente do autismo, há o desejo de socializar e interagir, sendo a qualidade da fala o obstáculo para uma interação bem sucedida.
- Autismo: cursa com ecolalia (repetição), dificuldade na socialização e interação precoces, pode haver perda de habilidades de fala, dificuldades com comunicação não-verbal (gestos e rostos), comportamentos incomuns.
- Alterações específicas da linguagem, como a apraxia da fala.

O tratamento de atraso da fala passa por uma investigação médica detalhada, com o profissional determinando como prosseguir com consultas entre equipe de múltiplos especialistas (fonoaudiólogos, psicólogos, otorrinolaringologistas), associado a solicitação de exames de alta complexidade quando necessário!
QUAIS EXAMES PODEM SER NECESSÁRIOS?
- Exame físico: Vai delinear a investigação
- Exames de imagem: Tomografia de Crânio ou Ressonância de Crânio para identificar malformações.
- Exames de sangue: sorologias para doenças infecciosas adquiridas durante a gestação.
- Testes auditivos: Teste da orelhinha (emissões otoacústicas) e BERA/PEATE (potencial evocado de tronco auditivo).
- Teste do Pézinho: teste feito com gota de sangue do calcanhar do bebê, identifica 6 doenças congênitas quando realizado no SUS, enquanto no laboratório particular pode triar cerca de 50 doenças!
- Exame genético: pode ser necessário pesquisa de genes especificos ou cariótipo.
- Avaliação multiprofissional: Otorrinolaringologia, Fonoaudiologia, Neurologia, Genética.
